sábado, 23 de janeiro de 2010

Vivian vamos viajar?


Vamos viajar ???
A gente senta na asa da borboleta,
alcança a ponta do arco-íris,
faz três voltas pelo mundo...
Dá cambalhota com as gaivotas no ar...
ganha um beijinho de vento...
senta no colo da lua...
Eu pego uma estrelinha no céu,
você pega a do mar...
A gente come algodão doce de nuvem...
toma banho de cachoeira da chuva...
descobre os segredos da montanha...
Fala com Deus,
pede saúde e paz pra todo mundo...
pra Ele derramar muito amor aqui na Terra...
E, aí...
Quando a gente voltar...
De tanto sonho e momentos doces,
nossa amizade vai se eternizar...
Vamos ???

Beijos amiga te amo

“A Diferença da Igualdade”



Por que me olhas assim?
Achas que sou diferente?
São os meus olhos?
Os meus cabelos?
Ou seria meu rosto inocente?
Tens medo de mim?
Não tenhas medo,
Chega bem perto,
Conversa comigo,
Ouve o que tenho a dizer,
E vê tudo o que sei fazer,
Minha alma é pura,
Meus sentimentos são sinceros,
Posso ter dificuldades,
Mas quem não as tem?
Tenha a certeza que tenho muitas habilidades,
Perfeição!?
Imperfeição!?
Não existem, pois somos filhos de um mesmo Deus,
Por que me olhas assim?
Achas que sou diferente?
Não percebes que tenho um coração como o teu,
Que pulsa e bate forte,
Que tem desejos e anseios,
Sonhos e fantasias,
Que também quero seguir pela estrada da vida,
Acertando, errando e aprendendo,
O caminho é longo,
Mas estou disposto a seguir em frente,
Pois desconheço o preconceito,
E aprendi que sou igual na diferença,
Ou diferente na igualdade,
Onde encontrei a felicidade,
E aprendi que sou gente!
Que mereco viver a vida como toda gente!

Patricia Montenegro

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Organizando nosso NATAL


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas... Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon - sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço" de Carlos Drummond de Andrade como forma de desejar a vcs um Natal de muita paz espiritual e amor ao próximo; e que esses sentimentos sejam exercitados e prolongados por todo o Novo Ano.

Feliz Natal


Se tens amigos, busca-os!O NATAL é ENCONTRO!

Se tens inimigos, reconcilia-te!O NATAL é PAZ!

Se tens pecado, arrependa-se!O NATAL é PERDÃO!

Se tens soberba, sepulta-a!O NATAL é HUMILDADE!

Se tens trevas, acende o teu farol,O NATAL é LUZ!

Se tens tristeza, reaviva a tua alegria!O NATAL é GOZO!

Se estás no erro, reflete!O NATAL é VERDADE!

Se tens ódio, esquece-o!O NATAL é AMOR!

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Samurai



Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.
Era famoso por utilizar a técnica da provocação:
esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.
E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.
Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.
Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: Como o senhor pode suportar tanta indignidade?
Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita,
a quem pertence o presente? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma.Só se você permitir...

O Ipê

Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste.
Após o poste ser fincado na rua, foram instalados os fios da rede elétrica.
Eis que a árvore se rebela contra a maldade humana e resolve não morrer. Mas a reação foi pacífica, bela e cheia de amor. Rebrotou e encheu-se de flores.
Assim é a natureza... Vencedora !

A Estrela Verde



"Era uma vez milhões de estrelas no céu...
Havia estrelas de todas as cores:
brancas, azuis, prateadas, douradas, vermelhas..."

Um dia, elas procuraram o Senhor Deus - todo poderoso.
O Senhor do Universo, e lhe disseram:
Gostaríamos de viver na terra, entre os homens.

Assim será feito - respondu o Senhor.
Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas.
Podem descer a Terra.

Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas na Terra,
algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de vaga-lumes nos campos, outras se misturaram nos brinquedos das crianças, e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. No entanto, passado algum tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.

_ Por que vocês voltaram? _ Perguntou Deus, à medida que elas iam chegando no céu.
_ Senhor, não nos foi possivel pertencer a Terra. Lá existe muita miséria, muita violência, muita maldade, muita doença, muita injustiça, muito desamor...
E o Senhor lhe disse:
_É claro. O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre; e lá nada é perfeito. O céu é o lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.
Depois que todas as estrelas tinham chegado. Deus conferiu o número delas.
A seguir falou-lhe de novo.
_Mas está faltando uma estrela. Acaso se terá perdido pelo caminho?

Um anjo que estava por perto falou:
_Não, Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que o seu lugar é exatamente lá, onde há muita luta e dor.
_ Mas que estrela é esta? _ Voltou Deus a perguntar.
_ É verde, Senhor. è a única estrela de cor.
Então, quando olharam para a terra, a estrela não estava só. A Terra estava toda iluminada novamente, porque havia uma estrelinha verde no coração de cada pessoa. Porque a esperança é própria da pessoa de bom coração. Ela é a mais humana das estrelas. É própria daquele que erra, daquele que tropeça, daquele que falha, mas que apesar dos desenganos, desencantos, e sonhos desfeitos, acredita num tempo de novas esperanças, de "Novos Céus e novas Terras".